terça-feira, 15 de outubro de 2013

ATIVIDADE FINAL DO CURSO MÍDIAS EM EDUCAÇÃO


UFOP – UNIVERSIDADE FEDERAL DE OURO PRETO
Especialização em Mídias na Educação
Disciplina: Integração em Mídias na Educação
Professora: Adelma Araújo
Aluna: Jackeline Araújo de Oliveira


                                                                      
Dois meses se passaram... e como foi rápido!!! Tantas novidades,  dificuldades, medo do desconhecido, das atividades, vontade de desistir...
Mas em contrapartida, foram muitos os ganhos obtidos: aprendizado, descobertas, desafios vencidos, novas amizades, respeito conquistado, responsabilidade, credibilidade e esperança, sentimento que impulsiona a caminhada.
            O curso de Mídias em Educação tem sido um desafio e também uma alegria.  Já fazia uso de tecnologias em minha prática. Sendo coordenadora do Curso Currículo em Movimento em minha escola, utilizo computador, data show, vídeos e tudo o que puder facilitar a aprendizagem através da aproximação do objeto de estudo do sujeito que aprende. Além do mais, as tecnologias tornaram-se indispensáveis e, por isso, estão presentes 24 horas por dia em nossas vidas. A maioria das atividades que fazemos ou planejamos envolvem o uso de alguma tecnologia.
 A escolha dos textos proposto para reflexão foi fundamental para abrir novas perspectivas   em relação à importância de uma educação de qualidade e ao uso consciente das novas tecnologias em sala de aula, com a finalidade de facilitar e consolidar as aprendizagens.
Achei fantástico o artigo Educar com Tic’s: o caminho entre a excepcionalidade e a invisibilidade! Pena que a riqueza de suas discussões nos leva a constatar que a educação tem andado a passos muito lentos nos últimos anos.
            O artigo datado do ano 2009, revela a necessidade de altos investimentos e de ações governamentais efetivas para inserir o uso da Tic’s em sala de aula, porém na prática, pouco foi feito e, em algumas regiões do Brasil, é apenas um sonho distante. Não há interesse político e, assim, educamos sob um julgo desigual.
O texto educação de lá, educação de cá, desperta em nosso coração o desejo de mudar toda a desigualdade social do nosso país pelas mãos incansáveis da educação. É espantosa a simplicidade e a sabedoria com as quais seu Ciço explica suas concepções a cerca do que é educação. A pesar da simplicidade de seus "saberes" ele entende, perfeitamente o conceito de educação e sabe que, através dela, a vida do homem pode mudar. E tem esperança que seus filhos possam usufruir dessa educação de "escola", que não privilegia os seus saberes e a sua realidade, que não foi feita pra ele e que é diferente da sua, passada de pai para filho e que carrega toda a força da sua história e de seus costumes.
Apesar de não estar muito certo do que essa educação de "escola" que ensinar, tem a certeza de só ela pode garantir um futuro para suas futuras gerações, conhece o poder de mudança que só ela tem. Mas é triste constatar que a realidade de seu Ciço não é exceção para uma grande parte da população brasileira que vive às margens do ensino acadêmico. O sertanejo, roceiro, agricultor, não pode "perder" tempo com escola, precisa sobreviver. Afinal nisso, a escola não pode ajudá-lo. Leva tempo pra acontecer as mudanças possíveis, e para a fome e a miséria, ele urge, não espera. E para a sua realidade de abandona social pra quê escola?
Felizmente, Currículo da Secretaria de Educação do Distrito Federal, tem, agora, uma preocupação a acerca dessa diversidade sociocultural, e procura levar para os dois lados, urbano e rural, uma educação que possa aliar os saberes e fazê-los úteis e significativos aos seus aprendentes.  Tenho levado essa discussão aos cursistas da minha escola. Acho esse aprendizado fundamental para aliar saberes e construir pontes...
            Nesse aspecto, me vem à memória a visão de Musacchio e Delvel a cerca da Escola Ideal. Ambos defendem uma escola aberta e participativa, onde o aluno também é agente de sua aprendizagem e, por isso, suas expectativas, aspirações e desejos também precisam ser considerados. Que o educador é fundamental para esse processo acontecer, agindo como regulador e intermediador das aprendizagens. Em um ambiente de afetividade, igualdade, de diversidades, ética, valores...de humanidade
 “Somos educadores... o como dizemos, agimos e nos comportamos em sala de aula está sendo gravado, observado e imitado pelo aluno. Musacchio
             Inspiradoras as ideias de Musacchio, que defendem o professor no caso do fracasso da educação. Que afirma que as mudanças acontecem e são importantes para promover as aprendizagens, que os alunos não são mais os mesmos e que vivem em mundo altamente tecnológico e, que podemos usar isso a favor da educação. “ Certo, o que temos hoje é a informação, de um lado que precisa ser pensada, analisada, utilizada pelos indivíduos, e do outro, um aluno que evoluiu, mudou, se modernizou, com toda a sua tecnologia dentro da algibeira.
Nosso aluno mudou, nossa sociedade mudou, o papel do educador não é mais o mesmo, nossa responsabilidade é imensa! Até as relações entre a escola e a família estão mudadas, equivocadas e fragilizadas. 
            Mudanças são imprescindíveis em nossa prática para que a educação em nosso país possa atingir os índices esperados para países em desenvolvimento. Para que nossos alunos tenham à sua disposição a melhor educação. Para que a nossa sociedade possa contar com os melhores profissionais, para que a desigualdade social e a miséria sejam apenas um a capítulo a mais da nossa sofrida História.
            Para mim, o saldo de todo esse processo foi extremamente positivo, mesmo as dificuldades em planejar um esqueleto monográfico, partindo inicialmente de um plano de aula, parecem pequenas agora, visto que, o aprendizado em si resultou em mudanças reais, em conhecimento e em prática pedagógica.

Jackeline Araujo de Oliveira
Brasília,DF 15 de outubro de 2013.

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