O curso de Mídias em Educação tem
sido um desafio e também uma alegria. Já
fazia uso de tecnologias em minha prática. Sendo coordenadora do Curso
Currículo em Movimento em minha escola, utilizo computador, data show, vídeos e
tudo o que puder facilitar a aprendizagem através da aproximação do objeto de
estudo do sujeito que aprende. Além do mais, as tecnologias tornaram-se
indispensáveis e, por isso, estão presentes 24 horas por dia em nossas vidas. A
maioria das atividades que fazemos ou planejamos envolvem o uso de alguma
tecnologia.
A escolha dos textos proposto para reflexão
foi fundamental para abrir novas perspectivas em
relação à importância de uma educação de qualidade e ao uso consciente das
novas tecnologias em sala de aula, com a finalidade de facilitar e consolidar as
aprendizagens.
Achei
fantástico o artigo Educar com Tic’s: o caminho entre a excepcionalidade e a
invisibilidade! Pena que a riqueza de suas discussões nos leva a constatar que a
educação tem andado a passos muito lentos nos últimos anos.
O artigo datado do ano 2009, revela
a necessidade de altos investimentos e de ações governamentais efetivas para
inserir o uso da Tic’s em sala de aula, porém na prática, pouco foi feito e, em
algumas regiões do Brasil, é apenas um sonho distante. Não há interesse
político e, assim, educamos sob um julgo desigual.
O
texto educação de lá, educação de cá, desperta em nosso coração o desejo de
mudar toda a desigualdade social do nosso país pelas mãos incansáveis da
educação. É espantosa a simplicidade e a sabedoria com as
quais seu Ciço explica suas concepções a cerca do que é educação. A pesar da
simplicidade de seus "saberes" ele entende, perfeitamente o conceito
de educação e sabe que, através dela, a vida do homem pode mudar. E tem
esperança que seus filhos possam usufruir dessa educação de "escola",
que não privilegia os seus saberes e a sua realidade, que não foi feita pra ele
e que é diferente da sua, passada de pai para filho e que carrega toda a força
da sua história e de seus costumes.
Apesar de não estar muito certo do que essa educação de
"escola" que ensinar, tem a certeza de só ela pode garantir um futuro
para suas futuras gerações, conhece o poder de mudança que só ela tem. Mas é
triste constatar que a realidade de seu Ciço não é exceção para uma grande
parte da população brasileira que vive às margens do ensino acadêmico. O
sertanejo, roceiro, agricultor, não pode "perder" tempo com escola,
precisa sobreviver. Afinal nisso, a escola não pode ajudá-lo. Leva tempo pra
acontecer as mudanças possíveis, e para a fome e a miséria, ele urge, não
espera. E para a sua realidade de abandona social pra quê escola?
Felizmente, Currículo da Secretaria de Educação do Distrito Federal,
tem, agora, uma preocupação a acerca dessa diversidade sociocultural, e procura
levar para os dois lados, urbano e rural, uma educação que possa aliar os
saberes e fazê-los úteis e significativos aos seus aprendentes. Tenho levado essa discussão aos cursistas da
minha escola. Acho esse aprendizado fundamental para aliar saberes e construir
pontes...
Nesse
aspecto, me vem à memória a visão de Musacchio e Delvel a cerca da Escola
Ideal. Ambos defendem uma escola aberta e participativa, onde o aluno também é
agente de sua aprendizagem e, por isso, suas expectativas, aspirações e desejos
também precisam ser considerados. Que o educador é fundamental para esse
processo acontecer, agindo como regulador e intermediador das aprendizagens. Em
um ambiente de afetividade, igualdade, de diversidades, ética, valores...de
humanidade
“Somos educadores... o como
dizemos, agimos e nos comportamos em sala de aula está sendo gravado, observado
e imitado pelo aluno. Musacchio
Inspiradoras
as ideias de Musacchio, que defendem o professor no caso do fracasso da
educação. Que afirma que as mudanças acontecem e são importantes para promover
as aprendizagens, que os alunos não são mais os mesmos e que vivem em mundo
altamente tecnológico e, que podemos usar isso a favor da educação. “ Certo, o
que temos hoje é a informação, de um lado que precisa ser pensada, analisada,
utilizada pelos indivíduos, e do outro, um aluno que evoluiu, mudou, se
modernizou, com toda a sua tecnologia dentro da algibeira.
Nosso aluno mudou,
nossa sociedade mudou, o papel do educador não é mais o mesmo, nossa
responsabilidade é imensa! Até as relações entre a escola e a família estão
mudadas, equivocadas e fragilizadas.
Mudanças
são imprescindíveis em nossa prática para que a educação em nosso país possa
atingir os índices esperados para países em desenvolvimento. Para que nossos
alunos tenham à sua disposição a melhor educação. Para que a nossa sociedade
possa contar com os melhores profissionais, para que a desigualdade social e a
miséria sejam apenas um a capítulo a mais da nossa sofrida História.
Para
mim, o saldo de todo esse processo foi extremamente positivo, mesmo as
dificuldades em planejar um esqueleto monográfico, partindo inicialmente de um
plano de aula, parecem pequenas agora, visto que, o aprendizado em si resultou
em mudanças reais, em conhecimento e em prática pedagógica.
Jackeline Araujo de Oliveira
Brasília,DF 15 de outubro de 2013.
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